Gênero: Death Metal
SOBRE O ÁLBUM:
Décadas antes de surgirem séries como "Breaking Bad", "Narcos" ou "Mayans M.C.", o BRUJERIA colocou o mundo dos cartéis e dos assassinatos ritualísticos em evidência com um poder brutal equivalente a quando a cidade de Compton chegou à cultura pop através da banda de hip hop N.W.A.
O BRUJERIA surgiu, envolto em mistérios e má famas, em 1989. Eles introduziram com uma força descomunal frases como Matando Güeros, La Migra, Marijuana y Brujerizmo no léxico de subculturas extremas, incluindo desde o hardcore/punk até o death metal. A brutal banda de death grind do México passou a representar o mundo notoriamente violento do tráfico de drogas, da retaliação cruel e de um sincretismo sinistro entre religiões de matriz afro-caribenha como Palo Mayombe e Santeria com a total possessão demoníaca.
Eles brandem rifles e facões. Mas mais importante ainda, eles estão armados com um arsenal de riffs brutais. Há muitos rumores de que o vocalista Juan Brujo engenhosamente se cercou ao longo dos anos com membros de bandas lendárias como NAPALM DEATH, CARCASS e AT THE GATES e artistas de programas de TV amados como Orange Is The New Black e Jackass. Mas ninguém sabe ao certo. Isso porque os homens e mulheres do BRUJERIA se escondem atrás de bandanas, ponchos e balaclavas.
Conjurado sempre que a sociedade atinge um novo ponto de inflexão entre a ordem e o caos, o BRUJERIA realiza seus sacrifícios através das músicas lançadas em singles e álbuns completos, tão decididamente apocalípticos como os Maias, mas dentro do seu próprio calendário. Álbuns como "Raza Odiada" (1995) e "Brujerizmo" (2000) são clássicos inegáveis e as críticas encontradas em singles como ’Amaricon Czar’ (2019) e ’COVID ? 666’ (2020) são mordazmente atuais.
Coco Loco (a mascote da banda, tão icônica para muitos metalheads como Eddie do Iron Maiden ou Vic Rattlehead do Megadeth) retorna com força total em 2023, estampada na capa do feroz quinto álbum de estúdio chamado simplesmente "Esto Es Brujería".
O BRUJERIA faz a versão metal do corrido, estilo de música tradicional mexicana baseado na narrativa. As narrativas cobrem tudo, desde as épocas históricas até a vida cotidiana dos bandidos. No caso do BRUJERIA, as histórias do narrador vão desde assassinatos justificados de opressores e rivais até negociações de drogas que deram errado. Em "Esto Es Brujería", eles reclamam de tudo, desde os chefes políticos até a primeira noite na prisão.
O álbum de estreia do BRUJERIA, "Matando Güeros" de 1993, foi tão radical que as lojas de discos e distribuidores devolveram em massa uma grande quantidade de cópias no momento em que os tradutores disponibilizaram versões em inglês das letras. Mas era tarde demais para parar o BRUJERIA, à medida que a notícia dos riffs devastadores e das histórias selvagens sobre drogas, sexo e assassinato se espalhava. O livro "Heavy Metal: The Music And Its Culture" o incluiu em sua lista de 100 álbuns clássicos de metal. Uma das músicas entrou na trilha sonora do polêmico drama de Harmony Korine, "Vida Sem Destino".
Dois anos depois, o segundo álbum "Raza Odiada" declarou guerra ao então governador da Califórnia, Pete Wilson (retratado no álbum pelo vocalista do Dead Kennedys, Jello Biafra) e suas polêmicas políticas de imigração. Abundavam temas relacionados ao contrabando de drogas, bem como uma música que apoiava aos Zapatistas, os revolucionários do México. Um videoclipe da faixa ’La Ley De Plomo’ de alguma forma foi incluída (brevemente) na programação da MTV.
A extinta revista inglesa Melody Maker chamou o álbum "Brujerizmo" de 2000 de "thrash maravilhosamente demente" e "barulho assassino, absolutamente desprovido de qualquer coisa que se aproxime da acessibilidade". A revista nova-iorquina CMJ elogiou os "rosnantes discursos políticos" de Brujo, enquanto a revista britânica NME declarou: "Eles levam uma ideia hiperviolenta ao seu fim lógico, de revirar os intestinos e comicamente emocionante". A faixa-título continua sendo uma das músicas mais ouvidas do BRUJERIA no Spotify.
Após uma longa ausência, o BRUJERIA retornou em 2016 com o álbum "Pocho Aztlan", que foi o primeiro sob o selo Nuclear Blast Records, e injetou sangue novo na imparável equipe com a adição de novos recrutas. As músicas combinavam o enfoque groove de "Brujerizmo" com o impenetrável death grind de meados dos anos 90.
"Esto Es Brujería" apresenta o BRUJERIA fechando o círculo da era pós-pandemia, com a profunda polarização, agitação civil, brutalidade contínua e convulsão social da época pronta para as críticas notórias da banda. Repletos de mitos densos, os anti-heróis mais notórios do metal extremo se materializam a qualquer hora, em qualquer lugar, para contar suas histórias de caos anárquico e fúria sem lei. São os eternos bandidos já preparados para farrear.
TRACK LIST
1. Esto Es Brujería
2. El Patrón Del Reventón
3. Estado Profundo
4. Bruja Encabronada
5. G-A-K
6. Tu Vida Loca
7. Mexorcista
8. Bestia De La Muerte
9. Políticamente Correctos
10. Mochado
11. Perdido En El Espacio
12. Odio Que Amo
13. Testamento 3.0
14. Covid-666
15. Lord Nazi Ruso
16. Cocaína
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Quando as garotas suíças do BURNING WITCHES surgiram em 2015, mostraram logo de cara que, sem dúvida nenhuma, eram uma das bandas novatas mais interessantes deste revival do Heavy Metal Old School. Por isso, não é nenhuma surpresa que seu álbum de estreia autointitulado, lançado em 2017, tenha recebido tanta atenção, tanto do público quanto da imprensa especializada, especialmente pelos poderosos vocais de Seraina, que frequentemente são comparados - e com justiça - aos vocais do lendário Rob Halford (Judas Priest).
Mas, como o álbum não estava disponível em todos os países, a banda decidiu relançá-lo com uma grande surpresa: seu EP ao vivo "Burning Alive" como faixas bônus!
No seu álbum de estreia, o BURNING WITCHES não soa suave, "moderna" ou plastificada. Pelo contrário, são evidentes as influências de ícones como Judas Priest, Dio e Warlock, todas misturadas habilmente com o próprio estilo da banda. Com vocais que variam entre partes calmas e outras mais agressivas, riffs pesados e ritmos galopantes, as quatro integrantes conduzem o ouvinte por uma jornada cheia de aventuras, poder e magia.
O álbum, que, assim como seu sucessor "Hexenhammer", contou com a produção de V.O. Pulver (Pro Pain, Destruction, Nervosa, Pänzer) e da lenda Schmier (Destruction), traz um Heavy Metal poderoso, com várias pinceladas de Power e Speed Metal, além do Metal mais tradicional. Ou seja, a banda simplesmente usou e abusou de suas influências.
Excluindo a balada ’Save Me’, a banda mantém constantemente o pé no acelerador e convence com músicas como ’Black Widow’ (uma brilhante carta de apresentação do que esperar no resto do álbum), ’Bloody Rose’ e ’The Deathlist’, com suas guitarras rápidas, bateria poderosa e o incrível trabalho da vocalista Seraina Telli, que combina em seu vocal partes ásperas, melódicas e notas altas. Mas a banda também sabe ser melódica e épica, e um claro exemplo disso é a faixa ’The Dark Companion’. O cover de ’Jawbreaker’, do Judas Priest, encerra com chave de ouro este mais do que convincente álbum de estreia.
Clichê ou não, o BURNING WITCHES leva a sério o Heavy Metal. Melódico, rápido e cru, este álbum de estreia combina os elementos clássicos do gênero com novas camadas de tinta que o próprio estilo ajudou a criar. Já o EP "Burning Alive" traz quatro músicas gravadas em 30 de setembro de 2017, no Z7 Club, na Suíça, e mostra todo o poder e a paixão que o BURNING WITCHES exala ao vivo. A primeira, ’Metal Demons’, tem tudo o que se espera do NWOBHM, seguida pela explosiva e rápida ’Black Widow’, onde a combinação de Speed Metal com o Metal Tradicional resulta, com certeza, em uma das melhores experiências que você terá ao ouvir este trabalho. A próxima é o cover do hino do DIO, ’Holy Diver’ (cuja versão em estúdio pode ser ouvida em "Hexenhammer"), que mantém o ritmo da versão original com todos os poderosos riffs que fizeram dessa música um dos maiores clássicos de todos os tempos. E, por último, mas não menos importante, temos a pesada e melódica ’Burning Witches’.
Uma esplêndida oportunidade para conhecer o quanto o BURNING WITCHES é excelente tanto no estúdio quanto ao vivo!
TRACK LIST:
Álbum "Burning Witches"
1. Black Widow
2. Burning Witches
3. Bloody Rose
4. The Dark Companion
5. Metal Demons
6. Save Me
7. Creatures Of The Night
8. We Eat Your Children
9. Creator Of Hell
10. The Deathlist
11. Jawbreaker
EP "Burning Alive"
12. Metal Demons
13. Black Widow
14. Holy Diver
15. Burning Witches
FORMAÇÃO:
Jeanine Grob - Baixo
Lala Frischknecht - Bateria
Romana Kalkuhl - Guitarra
Seraina Telli - Vocal
Alea Wyss - Guitarra
Quando foi lançado "Dance With The Devil", terceiro álbum do BURNING WITCHES de 2020, pairava no ar algumas grandes questões: O que havia acontecido com aquele tempo em que o heavy metal e a paixão eram praticamente a mesma coisa? Aquele tempo quando a união e a solidariedade eram mais importantes que a lógica? Quando ter uma banda não era um trabalho mas sim, uma vocação? Os tempos realmente estavam mudando, como diria o Sr. Bob Dylan. Ainda assim, era muito reconfortante saber que existia uma comunidade na Suíça, um círculo de amigas em que as coisas eram feitas de uma maneira diferente. Feitas como eram no passado. E é assim que o BURNING WITCHES se tornou a sensação do heavy metal na Europa. Se o BURNING WITCHES ainda não faz parte da sua vida, você tem nove anos de puro heavy metal para descobrir.
Para quem está chegando agora, o BURNING WITCHES é mais que uma banda: é um manifesto do heavy metal em forma de música. Cinco mulheres vestidas em jeans e couro, entregando um som visceral e autêntico, carregando a bandeira do mais puro heavy metal tradicional com uma convicção inabalável.
Porém, o que faz o BURNING WITCHES ser verdadeiramente especial é que elas são a prova viva de que algumas chamas precisam arder eternamente - e o heavy metal é a fogueira que elas escolheram alimentar. "Eu simplesmente queria estar em um grupo com meus amigos íntimos. Com pessoas às quais você pode contar em absolutamente tudo e com as quais você quer passar o maior tempo possível", revelava Romana Kalkuhl, guitarrista e fundadora da banda, durante o lançamento. E que combustível poderia ser mais poderoso que esse? O resultado é uma força da natureza: cinco bruxas modernas cujas chamas da paixão pelo metal nunca se apagam, entregando intensidade pura em cada acorde, cada nota, cada show - mesmo nos dias mais sombrios.
Mesmo após o enorme sucesso de seus dois primeiros álbuns, a banda não descansou sobre os louros. Com "Dance With The Devil" , elas elevaram seu som a um novo patamar, impulsionadas pela energia dos shows ao vivo e pela maturidade conquistada. A abertura avassaladora de ’Lucid Nightmare’, traz riffs explosivos e um baixo pulsante, enquanto a faixa-título combina peso e melodias cativantes. ’Wings Of Steel’ soa monumental, ’Black Magic’ evoca o espírito psicodélico do Jefferson Airplane, e a estrondosa ’Sea Of Lies’ se firmou como um dos grandes hinos do heavy metal em 2020.
Sem dúvida, lendas como Judas Priest e DIO são influências sempre presentes no som estridente da banda. No entanto, com a produção atemporal de V.O. Pulver (Pänzer) e do titã alemão Schmier (Destruction), o BURNING WITCHES não apenas honrou essa tradição, mas também deixou sua marca inovadora no Heavy Metal do século XXI.
Regozijem-se, amantes do metal que consideram uma jaqueta de couro essencial para qualquer ocasião: o BURNING WITCHES provou ser uma força imbatível no heavy metal, e "Dance With The Devil" segue como um manifesto ardente do gênero, irradiando energia em cada nota e palavra.
Este álbum também marcou a estreia de Laura Guldemond nos vocais, nos vocais, e sua presença elevou o som da banda a um novo patamar. Mais do que um complemento perfeito em termos de personalidade, ela trouxe um verdadeiro tornado vocal, transitando com maestria entre o agressivo e o melódico, o épico e o sedutor. Sua performance intensa consolidou "Dance With The Devil" como um dos grandes marcos na trajetória do BURNING WITCHES e reafirmou seu poder no cenário do heavy metal.
TRACK LIST
1. The Incantation
2. Lucid Nightmare
3. Dance With The Devil
4. Wings Of Steel
5. Six Feet Underground
6. Black Magic
7. Sea Of Lies
8. The Sisters Of Fate
9. Necronomicon
10. The Final Fight
11. Threefold Return
12. Battle Hymn feat. Ross The Boss & Michael Lepond
FORMAÇÃO
Laura - vocal
Romana - guitarra
Sonia - guitarra
Jay - baixo
Lala - bateria
O BURNING WITCHES, fundado em 2015, não é apenas uma das exportações mais quentes da Suíça. Claro que não! As garotas suíças são uma das bandas novatas mais interessantes desse revival do Heavy Metal old school dos últimos tempos... em todo o mundo! A banda já enfeitiçou a cena com o seu primeiro single ‘Burning Witches’ (2016) e conquistou o título de “Demo do mês” nas revistas alemãs Metal Hammer e Rock Hard. Com certeza, o poderoso Heavy Metal (que também tem influências do Power, Speed e Metal Tradicional) emociona com as ótimas composições da fundadora da banda, Romana, e os cativantes vocais de Seraina que frequentemente são comparados – e com razão – com os vocais do lendário Rob Halford (Judas Priest). Por isso não é surpresa que seu álbum de estreia autointitulado, lançado em 2017, tenha recebido tanta atenção tanto do público como da imprensa especializada. Porém, preguiça e inatividade são palavras que não estão no dicionário do BURNING WITCHES e, por esse motivo, em 2018 a banda começou a trabalhar no seu novo álbum, “Hexenhammer”, cujas letras se centram no livro MALLEUS MALEFICARUM (também conhecido como O Martelo das Bruxas ou O Martelo das Feiticeiras em português e como Hexenhammer em alemão) que legitimou a caça às bruxas em 1486. O álbum é sobre a opressão, a violência seminal e a manipulação dos fatos, tópicos que não podemos negar serem bem atuais. O álbum foi produzido pela mesma equipe que o seu antecessor no Little Creek Studio: V.O. Pulver (Pro Pain, Destruction, Nervosa, Pänzer) e a lenda Schmier (Destruction), que também se comportou com um amigo próximo dando bons conselhos. E isso é um presente para todos os verdadeiros fãs do BURNING WITCHES, que são numerosos mesmo que a banda tenha ainda pouco tempo de estrada. Um álbum que você deve ouvir atentamente, tendo a garantia que valerá a pena e não se arrependerá!
TRACK LIST
1. The Witch Circle
2. Executed
3. Lords Of War
4. Open Your Mind
5. Don?t Cry My Tears
6. Maiden Of Steel
7. Dungeon Of Infamy
8. Dead Ender
9. Hexenhammer
10. Possession
11. Maneater
12. Holy Diver
Bonus:
13. Self Sacrifice
14. Don?t Cry My Tears (acoustic)
Visita à banda em: www.facebook.com/burningwitches666 www.instagram.com/burningwitchesofficial
Segundo álbum da banda Norueguesa de Black Metal / Ambient, lançado originalmente em 1993. Versão nacional do selo HEAVY METAL ROCK RECORDS, com Slipcase. #Curiosidade: o álbum foi lançado no mesmo ano em que Varg Vikernes assassinou Euronymous (Mayhem), que lhe valeu uma sentença de 21 anos de prisão.
Label: Cold Wind To Valhalla – CVW002
Format: 2 x CD, Album, Reissue, Unofficial Release, Digipak
Country: Brazil
Released: 2020
Style: Dungeon Synth, Dark Ambient
Gênero: Death Metal
SOBRE O ÁLBUM:"Eu sempre abraço as mudanças. As mudanças tornam a vida muito mais interessante. Se tudo fica igual, fica chato. Mas quando tudo fica de pernas para o ar, você tem que descobrir como fazer tudo de maneira diferente. Fazer música nos tempos atuais é meio libertador, sabe? Eu sei como as coisas podem acabar logo, então agora eu realmente não dou a mínima", disse o guitarrista, vocalista, baixista e membro fundador do CADAVER, Anders Odden.
Percorrendo esta torturante trilha nefasta por mais de 30 anos, o CADAVER continua sendo uma das forças mais potentes e únicas dentro do Metal Extremo contemporâneo. Formada na Noruega em 1988 e liderada desde sempre pelo Odden, a banda foi pioneira em tocar uma estranha e aterrorizante variante do Death Metal que orgulhosamente ignora qualquer tipo de regra. Tanto no seu seminal álbum de estreia "Hallucinating Anxiety" quanto no seu sofisticado sucessor "?In Pains" (de 1992), a banda apresenta o seu compromisso com um ethos subversivo, algo que a diferencia da grande maioria das bandas com ideias semelhantes.
Em 2023, o CADAVER está de volta mais uma vez para mostrar o dedo do meio a todos aqueles conformistas dentro da cena. Depois de alguns anos turbulentos, durante os quais ele lutou e venceu a batalha contra o câncer, Odden e seu colega e baterista Dirk Verbeuren criaram uma sequência perturbada e venenosa para o amplamente elogiado "Edder & Bile" de 2020. Fiéis às raízes primitivas da banda e um prato repleto de terror psicodélico audacioso e inovador, "The Age Of the Offended" é um álbum raivoso e doente para tempos raivosos e doentios, desafiadoramente criado contra todas as probabilidades.
"Não diminuímos a velocidade em nada durante a pandemia", diz Odden. "Depois dos meus problemas de saúde, eu lutei para voltar e, quando fiquei em forma o suficiente, reuni o material e gravei as músicas junto com o Dirk, desta vez foi realmente rápido. Estou sempre fazendo demos e músicas pela metade e o Dirk também veio com uma música completa, que eu ’cadaverizei’! Eu queria fazer algo diferente, que tivesse o que parecia ser o som daquela época, aquela sensação apocalíptica de confinamento e tudo isso. Mas também queria que fosse atemporal e, de certa forma, diferente de tudo. Eu realmente queria fazer algo mais do que apenas outro álbum de death metal. Eu acho que Edder & Bile ficou mais ou menos como eu queria, mas dessa vez eu queria expandir mais meu som. Sempre vamos além. A gente não se contenta com apenas uma coisa, entende?"
Apesar de todos os desafios logísticos gerados por uma pandemia global, a força e o foco da visão musical de Odden nunca foram prejudicados. Gravado na Noruega, Finlândia e Los Angeles, "The Age Of The Offended" representa mais um triunfo sobre a adversidade para esses obstinados senhores.
"Dirk gravou sua bateria em LA. Nosso produtor, Adair Daufembach, que fez todo o trabalho de bateria para Dirk, veio para a Finlândia para gravar com (o guitarrista do Megadeth) Kiko para seu álbum solo, e então ele deveria vir para minha casa e gravar o que quer que eu estivesse fazendo", relembra Odden. "Era final de 2021 e o passaporte da Covid não estava funcionando para os americanos irem da Finlândia para a Noruega, então tive que voar para a Finlândia. Ficamos em um AirBnB, montei um estúdio temporário e peguei alguns equipamentos emprestados de um produtor amigo meu em Helsinki, e gravamos todas as minhas partes, durante duas semanas em Helsinki, bem próximo ao aeroporto. Para tornar a situação um pouco mais engraçada, chamei o local de... La Villa Necro!".
O catálogo do CADAVER é uma coisa estranha e variada. Desde os experimentos primitivos de Death Metal nos primeiros anos de carreira, até o presciente terrorismo tecnológico de "Discipline" de 2001 (lançado sob o nome de Cadaver Inc) e a maliciosa volta ao básico em "Necrosis" de 2004, Odden nunca trilhou um caminho previsível ou comum, mas mesmo por suas próprias posições esotéricas exigentes, "The Age Of The Offended" é uma real revelação. Enraizado no Death Metal Old School, mas deliciosamente distorcido, com incontáveis enfeites lisérgicos e momentos de loucura desorientadora, músicas como a explosiva ’Postapocalyptic Grinding’ que abre o álbum e a bad trip bombástica de ’Death Revealed’ adiciona ainda mais profundidade e cor ao mórbido cenário do CADAVER.
"Eu realmente queria que fosse totalmente psicodélico. É um álbum muito weed-friendly! Vai ser realmente assustador com cogumelos, eu acho. Mas, de alguma forma, você pode ouvir o som característico de todos os álbuns nos riffs. Você pode ouvir a mesma vibe, mas sempre em um contexto sonoro diferente e inspirado em coisas diferentes. Não quero me limitar como compositor e músico".
Aviso de gatilho: "The Age Of The Offended" não é recomendado para os excessivamente sensíveis. Como um bom veterano da cena norueguesa, Anders Odden se lembra de um tempo sem smartphones e sem mídias sociais. Audivelmente enojado com o estado atual das coisas, o novo álbum do CADAVER nos faz lembrar de que o underground do metal foi criado por pessoas que rejeitaram o ortodoxo e se recusaram a fazer concessões. Hoje, o mundo está mais preocupado em não irritar as pessoas, em não ser cancelado, o que vai contra a principal filosofia do CADAVER.
"Quando éramos crianças, queríamos ofender ’todo mundo’ com o que fazíamos", afirma. "Foi isso que aprendi com o Mayhem. Apenas mande um ’foda-se’ para todo mundo e seja explícito e desagradável e todas essas coisas. Mas agora todo mundo é tão sensível, e isso é muito provocativo para a minha geração, que não podemos dizer o que queremos dizer. As pessoas são apenas covardes e (sic) maricas, em vez de se defenderem e mandarem um ’foda-se’ para as pessoas. Eu odeio mídia social. Não estou nem um pouco interessado. Eu tenho uma vida. Eu sou muito da velha guarda. Se você não me mandar uma mensagem, eu não te conheço. Mas os antigos hábitos também eram uma grande merda, hahaha!"
Além das inestimáveis habilidades do baterista Dirk Verbeuren, Odden também é acompanhado em "The Age Of The Offended" por algumas figuras extremamente notáveis. Em primeiro lugar, a lenda norueguesa do metal Ronni Le Tekrø, guitarrista dos heróis old school TNT, pode ser ouvida destruindo como um louco no álbum inteiro. Originalmente trazido para tocar um solo no cover distorcido do clássico ’Deadly Metal’ do TNT (que aliás também é o nome da primeira banda de Odden), Ronni gostou tanto da experiência que se ofereceu para tocar em todo o álbum. Enquanto isso, o maestro do baixo Eilert Solstad, que tocou no álbum do CADAVER de 1992 "?.In Pains", retorna aos braços da banda com a matadora ’Scum Of The Earth’, adicionando escabrosas texturas e tons subterrâneos à tempestade de riffs de Odden.
"Eilert é um músico muito habilidoso, ele vem originalmente do punk e do jazz, mas para ele Cadaver soa como uma insanidade progressiva, estranha e otimista com muitas vibes punk e esquisitices", observa Odden. "Ele cresceu ouvindo o Sabbath e todas as grandes bandas dos anos 70, então ele é hardcore old school. Ele está conosco desde 2020, e quando fazemos shows ao vivo como um trio, é impressionante o espaço que ele deixa para as guitarras ficarem totalmente estranhas na parte superior. O contrabaixo com distorção apenas preenche todos os buracos com graves e soa muito diferente de qualquer outra banda de metal. Isso é fundamental para nós, fazer algo deliberadamente diferente ao vivo".
Finalmente, "The Age Of The Offended" proporciona mais provas de que o CADAVER é uma força totalmente singular. Com ecos propositais da estranha e enjoada intro que ele gravou para "Hallucinating Anxiety", 33 anos atrás, o trombonista Svein Johannessen mais uma vez uniu forças com Odden para criar o inquietante ponto de partida do novo álbum, ’The Sycophanto Swing?’"Svein estava na banda de jazz-punk de Eilert no começo. Eu só queria trazê-lo de volta. Ele tocando uma melodia em cima do que eu escrevi parece que eu estou experimentando algo dos anos 1920. É uma peça original, mas parece que é de cem anos atrás. Eu queria aquela sensação de 100 anos atrás, com a gripe espanhola e a Primeira Guerra Mundial, aquela sensação apocalíptica. Eu queria ter o som dos anos 1920 entrelaçado nessa peça cinematográfica moderna e estranha. Eu a chamei de ’Sycophanto Swing’, por causa de todos esses aduladores, bajulando esses idiotas que governam o mundo, seja Trump ou Putin ou quem quer que seja o ditador favorito!"
Criar o sucessor do grotesco renascimento chamado "Edder & Bile" não seria nada fácil, mas "The Age Of The Offended" confirma que o CADAVER está em alta e crescendo em força e confiança. Uma barragem selvagem e perversa de pura brutalidade alucinatória que nos esmurra com originalidade, curiosidade e desafio, em um mundo paralisado pelo completamente mundano. Agora, como sempre, nada e ninguém soa remotamente como eles.
"Quando crescemos, não ouvimos apenas um tipo de música, mas qualquer uma que fosse extrema", conclui Odden. "Hardcore, death metal, black metal, grindcore, não importava. Acho que todas essas pessoas que tentam se encaixar em um gênero não entendem que nunca quisemos fazer parte de nenhum gênero. Essa era a nossa força motriz... fazer nossa própria versão fodida de qualquer coisa que se adequasse às nossas habilidades, e se isso fosse chamado de black metal, death metal ou grindcore, quem merda se importa?"TRACK LIST
1. Sycophants Swing (Intro)
2. Postapocalyptic Grinding
3. Scum Of The Earth
4. The Age Of The Offended
5. Death Revealed
6. The Shrink
7. Crawl Of The Cadaver
8. The Drowning Man
9. The Sicker, The Better
10. Dissolving Chaos
11. Deadly Metal
12. The Craving
13. Freezing Isolation
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Por mais de 35 anos, a lendária banda de death metal do Reino Unido, CANCER, tem entregado algumas das obras mais brutais e implacáveis do gênero. Agora, após 7 anos desde o lançamento de seu último álbum de estúdio, "Shadow Gripped", a banda finalmente acaba com a espera e retorna com o tão aguardado sucessor, o poderoso "Inverted World".
John Walker, membro fundador e vocalista, comentou sobre o processo de criação: "Comecei a escrever o novo material logo após o confinamento pela Covid. Eu quase sempre começo o processo de escrita basicamente brincando com a guitarra; então, depois de um tempo, os riffs começam a se transformar em ideias musicais. Para as letras, costumo passar algum tempo pensando em um conceito e depois escolho o vocabulário apropriado para a ideia. A inspiração vem do que está acontecendo e do que já aconteceu no mundo, e de histórias curiosas que me interessam. Este álbum é o sétimo lançamento completo da banda, e me sinto muito afortunado por ainda poder fazer isso na minha idade."
"Inverted World" é um ataque implacável de composições magistrais, riffs brutais e temas que exploram a manipulação e barbárie tanto do passado quanto do presente. As músicas abordam entidades sombrias e mentalidades de culto, incluindo lavagem cerebral e a instrumentalização da religião. Como destaque especial, a faixa ’Corrosive’ ressuscita a história macabra do assassino da banheira de ácido, John George Haigh.
O álbum, gravado no The Empty Hall Studio com Simón Da Silva e mixado por V. Santura (Triptykon, Obscura, Pestilence, Dark Fortress) no Woodshed Studio, promete um retorno à mistura característica da banda, com riffs serrados, vocais guturais e agressividade implacável. Ele leva o ouvinte a uma jornada sombria e visceral pela distopia, corrupção e horror existencial.
Com certeza, "Inverted World" é mais um clássico imperdível que consolida o CANCER como uma das forças mais duradouras e impactantes do death metal.
TRACKLIST:
1. Enter The Gates
2. Until They Died
3. Inverted World
4. 39 Bodies
5. Test Site
6. Amputate
7. When Killing Isn’t Murder
8. Covert Operations
9. Jesus For Eugenics
10. Corrosive
FORMAÇÃO:
John Walker - Guitarra/Vocal
Daniel Maganto - Baixo
Gabriel Valcázar - Bateria
Robert Navajas - Guitarra
Lançado em 2010, "Ashes to Ashes" é mais um capítulo poderoso e importante na discografia ao vivo do CANDLEMASS ? uma banda que, ao longo das décadas, transformou o doom metal em ritual. Gravado no Sweden Rock Festival de 2009, o álbum captura os mestres suecos em plena forma, com Robert Lowe nos vocais conduzindo a experiência com intensidade quase sobrenatural. São sessenta minutos de melancolia densa, como um manto de fumaça infernal que se espalha lentamente, envolvendo tudo ao redor.
Faixas que, na época, ainda não haviam sido registradas ao vivo ? como ’If I Ever Die’ e ’The Bleeding Baroness’ ? foram executadas com a energia crua característica de uma banda jovem, enquanto clássicos como ’Solitude’ e ’At the Gallows End’ ganharam novas camadas de emoção. A produção nítida e encorpada deu vida ao peso das guitarras, à pulsação do baixo e à precisão da bateria, criando uma atmosfera que, por vezes, soava mais como um álbum de estúdio cru do que uma gravação ao vivo.
Mais do que um simples registro de um show, "Ashes to Ashes" funcionou como um documento vital da trajetória do CANDLEMASS ? uma celebração de sua história e um lembrete de sua relevância contínua. A inclusão da poderosa versão de ’Kill the King’, do Rainbow, foi a cereja no topo de um repertório que equilibrava reverência e renovação.
Em um cenário onde tantas bandas tropeçam ao tentar capturar sua essência ao vivo, o CANDLEMASS entregou algo raro: um álbum que não apenas convenceu ? mas consumiu.
TRACKLIST:
1. Dark Are The Veils Of Death
2. Samarithan
3. If I Ever Die
4. Hammer Of Doom
5. At The Gallows End
6. Emperor Of The Void
7. The Bleeding Baroness
8. A Sorcerers Pledge
9. Solitude
10. Kill The King
FORMAÇÃO:
Robert Lowe - Vocal
Mappe Björkman - Guitarra
Lars Johansson - Guitarra
Leif Edling - Baixo
Jan Lindh - Bateria
Duas décadas após seu lançamento original, o CANDLEMASS apresenta "Candlemass (Polar Rough Mix)". Uma edição especial comemorativa de 20 anos do seu oitavo álbum de estúdio. Nesta versão crua e sem filtros, a banda revela a essência direta e visceral de uma de suas obras mais emblemáticas. A intensidade, o peso e a atmosfera ganham nova dimensão, tornando esta edição uma joia rara e indispensável para os fãs de Epic Doom Metal.
Em 2005, o aguardado retorno ao estúdio dos mestres suecos do doom metal tornou-se realidade com o lançamento do álbum autointitulado "Candlemass". Após mais de 15 anos, a formação clássica estava reunida mais uma vez, incluindo o icônico vocalista Messiah Marcolin ? que aqui faria sua última contribuição em estúdio com o grupo.
Mais do que um reencontro, esse lançamento reafirmou a relevância do CANDLEMASS como uma das forças fundadoras do gênero, consolidando 2005 como um marco definitivo na história do doom metal.
Com composições densas, atmosferas sombrias e uma produção que equilibra peso e refinamento, o álbum se tornou peça-chave no legado da banda ? uma celebração da melancolia e da grandiosidade que definem o estilo.
A edição comemorativa inclui, no CD2, versões demo de quatro faixas: ’Black Dwarf’, ’Spellbreaker’, ’Witches’ e ’Born in a Tank’ ? registros que revelam o processo criativo por trás da obra e oferecem uma nova perspectiva para os fãs mais atentos.
Um lançamento essencial para colecionadores, admiradores do gênero e todos que reconhecem o CANDLEMASS como um dos pilares do doom metal mundial.
TRACK LIST:
CD1 (Polar Rough Mix):
1. Black Dwarf
2. Seven Silver Keys
3. Assassin of the Light
4. Copernicus
5. The Man Who Fell from the Sky
6. Witches
7. Born in a Tank
8. Spellbreaker
9. The Day and the Night
CD2 (Demo):
1. Black Dwarf
2. Spellbreaker
3. Witches
4. Born in a Tank
FORMAÇÃO:
Messiah Marcolin - Vocais
Mats "Mappe" Björkman - Guitarra rítmica
Lars Johansson - Guitarra solo
Leif Edling - Baixo
Jan Lindh - Bateria
Em 2009, uma das bandas mais ocupadas em toda a cena Doom Metal, e por que não do Metal em geral, o CANDLEMASS, não hesitou em lançar um álbum completo de estúdio como continuação do massivo EP "Lucifer Rising". E que é tão sensacional e impressionante quanto o próprio título! "Death Magic Doom" quebra as correntes das restrições de gênero e oferece ao ouvinte um álbum de Doom Metal monumental e de tirar o fôlego, feito à perfeição.
Muitos ouvintes podem não saber que no revolucionário álbum de estreia do CANDLEMASS, "Epicus Doomicus Metallicus" (que deu nome a todo um subgênero), as funções vocais não foram cobertas pelo mítico Messiah Marcolin, mas sim por um certo Johan Längquist. Messiah se juntou ao entusiasta do Black Sabbath, Leif Edling, e ao resto da equipe a tempo para o segundo álbum, o imortal e épico "Nightfall" (1987) que traz alguns dos favoritos dos fãs de todos os tempos como ’Dark Are The Veils Of Death’, ’Bewitched’ e ’The Well Of Souls’. Após o lançamento do álbum conceitual de 1989, "Tales Of Creation", Messiah deixou a banda pela primeira vez. Os dois álbuns de "retorno", "Dactylis Glomerata" (1998) e "f r o mThe 13th Sun" (1999), foram gravados com vocalistas diferentes e viram a banda experimentando novos estilos e atmosferas.
Messiah voltou a se juntar à banda em 2002 para uma turnê lendária e mais shows memoráveis, além do maciço álbum de retorno autointitulado, porém a reunião não durou muito: a nova separação em 2004 chocou e abalou a cena novamente.
Esta obra de arte apresentava tanto um som pesado e moderno quanto as marcas registradas do CANDLEMASS que conquistaram legiões de fãs desde os primórdios da banda nos anos oitenta. Depois que o monge saiu para sempre durante as gravações de "King Of The Grey Islands", Robert Lowe da banda Solitude Aeturnus pegou o microfone em 2007 e fez um trabalho assombrosamente ótimo neste sombrio álbum conceitual. Os fãs do CANDLEMASS deram a Robert uma recepção calorosa em sua subsequente turnê europeia, basta ouvir as faixas ao vivo no EP "Lucifer Rising" (2008)!
Como já mencionado, em 2009, o quinteto voltava com um álbum que merece o título de "clássico" desde o início porque "Death Magic Doom" tem de tudo! Um Metal insano e ultraveloz (’If I Ever Die’), um Doom esmagador (’Hammer of Doom’, que era o título inicial do álbum) e, acima de tudo, aqueles hinos imortais com linhas melódicas dolorosamente viciantes e belas (basta conferir ’Dead Angel’ e ’The Bleeding Baroness’)!
Gravado mais uma vez no famoso Polar Studios da Suécia, "Death Magic Doom" captura um CANDLEMASS no seu melhor momento: composições imortais, solos de guitarra incríveis e os vocais brilhantes de Robert.
Com "Death Magic Doom", o CANDLEMASS não apenas reafirmou seu trono como monarcas supremos do Doom Metal, mas também consagrou sua capacidade de transcender gerações. Este lançamento de 2009 representa um momento crucial na história da banda, onde a tradição clássica do Doom Metal se fundiu com uma produção moderna, criando um legado que continua a influenciar artistas até hoje. Mais de uma década após seu lançamento, as composições sombrias e majestosas deste álbum permanecem como um testamento atemporal à visão artística de Leif Edling e companhia. "Death Magic Doom" não foi apenas mais um capítulo na carreira do CANDLEMASS - foi um marco que solidificou seu status como pioneiros eternos, cujo som continua reverberando pelos corredores da história do Metal pesado.
TRACK LIST:
1. If I Ever Die
2. Hammer Of Doom
3. The Bleeding Baroness
4. Demon Of The Deep
5. House Of 1000 Voices
6. Dead Angel
7. Clouds Of Dementia
8. My Funeral Dreams
FORMAÇÃO:
Robert Lowe - Vocal
Mats Björkman - Guitarra
Leif Edling - Baixo
Lars Johansson - Guitarra
Jan Lind - Bateria